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terça-feira, 17 de maio de 2016

Nova carnificina deixa 43 mortos em Bagdá

Explosão de carro bomba em distrito xiita no Iraque, dia 17/05/2016
Novos atentados deixaram ao menos 43 mortos e mais de 100 feridos nesta terça-feira em Bagdá, atingida, pela segunda vez em uma semana, por ataques sangrentos atribuídos ao grupo Estado Islâmico (EI).
Mais de 145 pessoas, em sua maioria civis, foram mortas desde quarta-feira passada em ataques em locais públicos de bairros xiitas da capital iraquiana.
Esses atentados demonstram que as autoridades falharam em implementar medidas de segurança eficazes em Bagdá, apesar da ajuda da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, que treina as forças iraquianas na luta contra o EI.
O ataque mais mortal, um atentado suicida com carro-bomba, atingiu o bairro predominantemente xiita de Sadr City, no norte de Bagdá, matando 21 pessoas, segundo fontes médicas e da segurança.
Outro atingiu o bairro Shaab, no norte de Bagdá, matando pelo menos 19 pessoas.
O porta-voz do ministério do Interior, Saad Maan, informou que o ataque foi perpetrado por uma mulher-bomba.
Mas o EI reivindicou o ataque, dizendo que foi cometido por um homem identificado como Abu Khattab al-Iraqi, que lançou granadas antes de detonar o seu cinto de explosivos.
Os ataques suicidas cometidos por mulheres são raros no Iraque, especialmente nos últimos anos. Em um dos mais mortais, duas mulheres iraquianas com deficiência mental mataram uma centena de pessoas em um mercado de Bagdá, em 2008.
Falhas de segurança
Um terceiro ataque cometido nesta terça-feira com um carro-bomba matou pelo menos três pessoas no distrito de Rashid, ao sul da capital, de acordo com as autoridades. Nenhum grupo reivindicou este último ataque.
Em 11 de maio, pelo menos 94 pessoas foram mortas em três atentados com carros-bomba em Bagdá, incluindo um em Sadr City, no dia mais mortífero na capital iraquiana este ano.
Este aumento da violência ocorre num momento em que o EI tem retrocedido no Iraque, onde assumiu o controle de grandes partes do território em 2014.
Desde então, as forças iraquianas apoiadas pelos ataques da coalizão internacional recuperaram o controle de várias cidades, incluindo Ramadi e Tikrit, respectivamente ao norte e a oeste de Bagdá.
Mas os jihadistas seguem controlando importantes fortalezas, incluindo Mossul, a segunda maior cidade do país, e continuam sendo capazes de atacar Bagdá e outras partes do país.
Milhares de membros das forças de segurança iraquianas foram treinados e formados pela coalizão para lutar contra o EI, mas as falhas de segurança continuam sendo muito graves.
Detectores de explosivos, adquiridos pelas autoridades por vários milhões de dólares na década de 2000, continuam sendo amplamente utilizados ​​no país, apesar de não funcionarem.
O homem que os vendeu foi condenado por fraude a dez anos de prisão em 2013 em Londres.
Muitos também questionam a eficácia das barreiras policiais e militares nos arredores da capital, que provocam enormes engarrafamentos. A verificação dos documentos de identidade e a revista de veículos são feitos de maneira superficial.

Produção industrial cresce 0,7% em abril nos EUA

Indústria
A produção industrial nos Estados Unidos subiu mais do que o previsto em abril, segundo dados publicados nessa terça-feira pelo Federal Reserve (Fed).
Em dados corrigidos, a produção aumentou 0,7% em abril, após ter retrocedido 0,9% em março (dado revisado em baixa).
Os analistas previam um aumento de 0,2%.
Mais informações em breve

A razão de gostar de comida gordurosa está no seu nariz

Comida - doce - chantily - nariz
Um estudo publicado na revista Scientific Reports por pesquisadores brasileiros descreve a existência, na cavidade nasal, de um subgrupo de neurônios olfatórios capaz de expressar um receptor celular especializado no transporte de moléculas lipídicas.
Conhecido como CD36, esse receptor de membrana costuma estar altamente expresso no tecido adiposo, onde atua no metabolismo de lipídeos.
Também tem papel muito conhecido no sistema imune, participando do processo de fagocitose de moléculas potencialmente danosas por macrófagos.
Na língua, a presença de CD36 foi associada em estudos anteriores à preferência de mamíferos pela ingestão de alimentos gordurosos.
Pesquisas feitas com moscas do gênero Drosophila identificaram a existência de um gene homólogo ao CD36, conhecido como SNMP.
Nos insetos, essa proteína participa da sinalização feita na antena pelo feromônio cVA (11-cis-Vaccenyl acetate), que medeia respostas de acasalamento e de agressividade entre indivíduos da mesma espécie.
“A existência do receptor CD36 em neurônios sensoriais do nariz é algo novo e parece indicar que há uma detecção olfatória de lipídeos em mamíferos. É possível que, assim como na língua, isso tenha relação com a preferência por alimentos gordurosos”, disse Isaias Glezer, professor do Departamento de Bioquímica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
“Outra possibilidade é esse receptor estar relacionado com a percepção de cheiros de indivíduos da mesma espécie e com interação social, pois há evidências que existem alguns feromônios lipídicos”, explicou o coordenador da pesquisa “Estudo da regeneração celular pós-lesão no sistema nervoso e avaliação da contribuição e dos aspectos funcionais de genes ligados à resposta imune inata”, apoiada pela Fapesp.
A descoberta foi feita por meio do estudo da mucosa nasal de camundongos, com a colaboração de Bettina Malnic, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP), de Fabio Papes, do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (IB-Unicamp), e com suporte do Centro de Pesquisa em Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID), financiado pela Fapesp.
O grupo pretende agora confirmar se também em humanos o receptor de moléculas lipídicas está presente no epitélio olfatório.
Segundo Glezer, o objetivo inicial da investigação era entender qual papel desempenham em neurônios algumas moléculas associadas à resposta imune inata, entre elas a proteína CD36.
“Tentamos um lance de sorte: verificar se no epitélio olfatório havia expressão desse receptor. Para nossa surpresa, ele estava altamente expresso em alguns grupos de neurônios espalhados pela cavidade nasal, mas não em todos. Esse era um campo totalmente inexplorado”, disse.
Na tentativa de desvendar a função desses neurônios olfatórios que expressam CD36, foram feitos experimentos com dois grupos de camundongos: um composto por animais “selvagens” (sem alteração genética) e outro por roedores da mesma linhagem que não expressam o receptor de moléculas lipídicas.
Em cada um dos grupos, foi avaliado o tempo que os animais passavam explorando um pedaço de papel embebido apenas com uma solução salina em comparação com o tempo dedicado a explorar um papel odorizado com uma mistura de ácidos graxos.
Os pesquisadores então observaram que os animais selvagens (com CD36) passavam muito mais tempo explorando o papel que continha a mistura lipídica do que o papel com a solução salina. Já no grupo sem CD36 essa diferença de tempo não foi significativa.
“Claro que isso isoladamente não prova que o receptor CD36 nesses neurônios sensoriais seja responsável pela detecção olfatória de lipídeos e pela preferência por esse tipo de odor quase imperceptível, mas é uma forte evidência nesse sentido. Além disso, mostramos que o receptor é encontrado na porção do neurônio responsável pela detecção de odorantes – os chamados cílios olfatórios. Mas para revisores de periódicos científicos ainda faltavam mais evidências”, avaliou Glezer.
Subpopulação neuronal
Glezer e seus colaboradores então decidiram investigar se a expressão de CD36 no epitélio olfatório estaria relacionada com a expressão de algum outro receptor olfatório.
Segundo o pesquisador, existe um repertório de aproximadamente mil diferentes genes que codificam receptores olfatórios em camundongos. Cada um dos neurônios olfatórios expressa somente um desses genes.
“Avaliamos os neurônios que expressavam os receptores olfatórios mais abundantes no tecido e em nenhum deles encontramos correlação com CD36. Pedimos então ajuda para um grupo do Reino Unido que estava estudando o perfil de expressão gênica de neurônios olfatórios um a um, com uma técnica de sequenciamento de RNA de célula única. Solicitamos que eles avaliassem se havia algum neurônio expressando CD36”, contou Glezer.
Graças à colaboração com o grupo liderado por Darren Logan, do Wellcome Trust Sanger Institute, no Reino Unido, o aluno de doutorado e primeiro autor do artigo, André Machado Xavier, conseguiu mostrar uma correlação entre a expressão de CD36 e a de um gene que codifica um receptor olfatório conhecido como OLFR287.
“Isso nos permite afirmar que de fato há uma subpopulação de neurônios que expressa CD36 e OLFR287 concomitantemente. Não é algo ao acaso e, portanto, deve ter uma função que necessita ser melhor estudada”, disse o pesquisador.
Um dos projetos futuros do grupo é esmiuçar o funcionamento do receptor OLFR287, para descobrir, por exemplo, como ele é ativado e o que acontece com ele na ausência de CD36.
“No contexto do Redoxoma, estamos estudando os camundongos que não expressam CD36 para avaliar possíveis alterações associadas à constituição e à oxidação lipídica no epitélio olfatório desses animais”, contou Glezer.

O artigo CD36 is expressed in a defined subpopulation of neurons in the olfactory epithelium (doi:10.1038/srep25507), de André Machado Xavier e outros, pode ser lido em www.nature.com/srep/2016/160505/srep25507/full/srep25507.html

Anel vaginal contra Aids é nova esperança para mulheres

Estudantes se manifestam por conscientização sobre HIV e Aids com as caras pintadas, na India, dia 15/05/2016
Em uma nova tentativa de vencer a batalha contra a Aids, um anel vaginal que ajuda a prevenir a transmissão do vírus pode se tranformar na esperança de milhões de mulheres que vivem sob alto risco de contágio, especialmente nos países mais pobres.
O anel, que libera pouco a pouco um fármaco anti-retroviral, foi apresentado nesta terça-feira pela Associação Internacional para os Microbicidas (IPM, em inglês), um entidade sem fins lucrativos que participa da conferência internacional Womem Deliver.
"Embora muitos falem que o fim da epidemia está perto, a batalha ainda não terminou. As mulheres seguem se infectando a níveis muito altos na África Subsaariana", explicou à Agência Efe a diretora-executiva da IPM, Zeda Rosenberg, que precisou que seis de cada dez afetados desta região são mulheres.
Este anel de silicone, que é colocado na vagina e deve ser substituído a cada quatro semanas, pretende ajudar a atalhar a epidemia na região, onde as mulheres de entre 15 e 24 anos têm o dobro de possibilidades de contrair HIV do que os homens.
Com este novo método, similar ao anel vaginal anticoncepcional, as mulheres podem controlar sua saúde sem necessidade de negociar com seu parceiro - algo que deve fazer na maioria de países em vias de desenvolvimento- e inclusive evitar o contágio em caso de estupro.
Após realizar vários experimentos na África Subsaariana para demonstrar sua efetividade, o anel está agora sob um novo estudo -cujos resultados serão revelados a partir de julho- como passo prévio a conseguir a aprovação regulatória que permita sua comercialização.
"O seguinte passo é que as mulheres que necessitam tenham o anel vaginal em suas mãos. Se tudo ocorrer perfeitamente, podemos tê-lo no mercado no final de 2018. Nosso objetivo é que o preço esteja abaixo dos US$ 5 por unidade", explicou Rosenberg.
Ativistas e especialistas que participam nestes dias do encontro Women Deliver para traçar novas estratégias que permitam melhorar a saúde de meninas e mulheres receberam com entusiasmo este avanço científico que pode marcar um antes e um depois na luta contra a Aids, especialmente, no continente africano.
"O mais importante é que o anel pode ser usado sem o consentimento do homem e que as mulheres terão a opção de escolher por elas mesmas", disse à Agência Efe a ativista de direitos humanos sul-africana Yvette Raphael.
Um dos principais desafios, explica, é trabalhar lado a lado com as comunidades locais, explicar as vantagens do novo fármaco e conseguir sua aceitação porque, sem ela, poucas jovens se atreverão a usá-lo.
Por isso, a IPM trabalha com ativistas como Raphael no terreno para apresentar o anel vaginal como uma opção a mais para se proteger contra o HIV, lembrando que não deve ser um substituto, mas um reforço a outros métodos como os preservativos.
Desde 2012, a IPM realizou diferentes estudos nos quais participaram mais de 2.600 mulheres de entre 18 e 45 anos com alto risco de contágio na África do Sul, Uganda, Zimbábue e Malawi e que provaram que este método permitiu reduzir os contágios até 56% em mulheres maiores de 21 anos.
Além dos desafios científicos, o grande desafio para desenvolver este anel vaginal foi o financiamento, já que cada vez é mais difícil conseguir aliados -especialmente quando se tenta métodos de prevenção- perante o grande número de pesquisas que ocorrem atualmente.
No entanto, o projeto conta com o apoio de algumas grandes companhias e de governos como o da Dinamarca.
"Infelizmente a pesquisa tem cada vez menos interesse para os doadores. Por isso decidimos investir no anel vaginal, porque queremos fazer tudo o que for possível para tentar conter a epidemia da Aids", afirmou a principal assessora de saúde no Ministério dinamarquês de Relações Exteriores, Sanne Helt

Como o orégano pode frear o aquecimento global

Vaca
Se tudo acaba em pizza, porque não o aquecimento global? O mesmo orégano que dá o gostinho especial para o prato italiano pode ser a solução para um dos maiores vilões do efeito estufa - o arroto das vacas.
Bois e vacas emitem gás metano, que retém 25 vezes mais calor do que o CO2 e dura mais tempo na atmosfera. 
O metano (CH4) é produzido por microrganismos que vivem no sistema digestivo dos animais ruminantes.
Os gases produzidos por seres humanos e outros animais também contém metano, mas o gado é praticamente uma máquina de emissão do gás.
O orégano possui óleos essenciais que contém carvacrol, um antibiótico leve. Cientistas dinamarqueses estão testando o efeito do tempero para diminuir a quantidade de microrganismos que atuam produzindo metano no sistema digestivo das vacas, deixando só o essencial para que elas consigam fazer a digestão de forma saudável. 
Com isso, os pesquisadores esperam diminuir bastante o impacto da criação de gado sobre o aquecimento global. Hoje em dia, 10% das emissões de gases estufa vêm desses animais.
A Dinamarca está determinada a combater esse vilão menos conhecido do aumento das temperaturas - e considera, inclusive, criar um imposto sobre a carne bovina nos supermercados.
O estudo deve durar até 2019 e vai testar os efeitos de adicionar o orégano grego, mais rico nos óleos antibacterianos, à dieta dos animais. A meta é diminuir os arrotos metanogênicos em 25%.
Existem outras soluções sendo estudadas para reduzir a emissão de metano do gado. Mas a maioria envolve adicionar substâncias químicas à ração das vacas, o que é proibido para os produtores orgânicos.
Como um terço dos dinamarqueses só bebe leite orgânico, os pesquisadores esperam encontrar um solução mais natural com o orégano - e garantem que o leite não sai com gosto de tempero.

EUA e Europa estão por trás de "golpe" no Brasil, diz Maduro

Dilma Rousseff durante encontro com Nicolás Maduro, Presidente da Venezuela
 O presidente da VenezuelaNicolás Maduro, disse nesta terça-feira, 17, em entrevista à imprensa local e internacional transmitida pela rede de TV Telesur, que o afastamento da presidente Dilma Rousseff é um "golpe de Estado no Brasil".
Para o líder venezuelano, a "campanha midiática e política" contra seu governo fazem parte de um mesmo plano imperialista capitaneado pelos Estados Unidos e "pelos núcleos de capital que governam a União Europeia".
"Como elites colonizadoras, eles têm complexo de superioridade. É a geopolítica do império de reconquista da América Latina e do Caribe. Onde eles não podem governar, dividem, criam o caos. Conseguiram a suspensão da presidente Dilma Rousseff de maneira injusta e desproporcional. Os elementos de que a acusaram não se sustentam. Nós estamos observando e denunciando essa campanha, que tem vários epicentros, e um deles é Madri, as oligarquias da Espanha", afirmou.
A imprensa brasileira no Rio foi convidada a acompanhar a entrevista, dada em Caracas, no consulado venezuelano na cidade.
Na semana passada, Maduro declarou estado de emergência no país para fazer frente a um suposto golpe de Estado que ele alega que estaria sendo planejado no exterior.
Também na semana passada, diante do impeachment de Dilma e da crítica do Ministério das Relações Exteriores - já sob a gestão de José Serra - a seu posicionamento sobre o afastamento da presidente brasileira, Maduro pediu ao embaixador do país no Brasil, Alberto Castellar, que regressasse a Caracas.

Facebook lança novos formatos para anúncios em vídeo

Sinal de curtir do Facebook
Facebook anunciou hoje (16) que está expandido seu suporte para vídeo.Anúncios irão aparecer a partir de agora nos formatos in-stream (pre-roll, mid-roll e post-roll) e in-articles (começando com o Instant Articles).
O pre-roll exibe o anúncio antes de o vídeo começar, semelhante ao existente no YouTube, enquanto mid-roll e post-roll exibem no intervalo e após a visualização, respectivamente.
Os anúncios de vídeo in-article serão exibidos entre os parágrafos do texto e rodarão automaticamente quando ao menos metade dos pixels estiver visível. Por enquanto, os ads in-article estarão disponíveis somente no Instant Articles.
Os primeiros parceiros a testarem os novos formatos foram USA Today, Sport Media Group e Daily Mail.
Esta será a primeira vez que o Audience Network exibirá os ads no desktop. O objetivo, segundo o Facebook, é permitir que os anunciantes alcancem as pessoas em todos os devices.
Maiores detalhes sobre como criar anúncios nos novos formatos estão disponíveis na página oficial do Facebook (acesse aqui)

Cruz Vermelha capacita voluntários para combater Aedes

Funcionário municipal espalha inseticida contra Aedes aegypti em Afogados, Recife. Fevereiro de 2016
Cruz Vermelha Brasileira realiza nesta semana uma capacitação para padronizar o trabalho de combate ao Aedes aegypti feito por voluntários em todas a filiais do país.
Cerca de 40 representantes de filiais estaduais e municipais da entidade estarão até sábado  (21) na sede do órgão, no centro do Rio de Janeiro.
Os voluntários serão instruídos sobre questões epidemiológicas, visitas domiciliares, eliminação de focos e maneiras de orientar a população a manter vigilância constante contra a proliferação do mosquito.
Quando voltarem a suas unidades de origem, eles atuarão como multiplicadores passando adiante as orientações.
Coordenadora do projeto Zika da Cruz Vermelha Brasileira, Rosana Ribeiro esclareceu que o projeto está pronto para ser implementado há mais tempo, mas dependia de recursos que vieram por meio de doações de outros países à Cruz Vermelha Internacional.
"As ações estavam sendo feitas pelas filiais isoladamente. Já temos um trabalho com ações contra o mosquito, mas estamos padronizando as filiais para trabalhar no projeto específico", acrescentou a coordenadora.
Um dos focos do trabalho é orientar a população e retornar às casas para conferir se o combate continua sendo feito.
"Não vamos trabalhar com fumacê. Vamos eliminar sujeira, acúmulo de lixo nos quintais e nas ruas. E focar em grupos específicos, como gestantes, crianças".
A Cruz Vermelha também montou um gabinete de crise para monitorar o trabalho realizado pelas filiais, que têm entre 80 e 100 voluntários cada uma. Durante os jogos olímpicos e paralímpicos, o planejamento é fazer a distribuição de material informativo nos locais de competição.

El Salvador descarta romper relações com o Brasil

Bandeiras do Brasil e de El Salvador
O presidente de El Salvador, Salvador Sánchez Cerén, afirmou nesta terça-feira que seu governo "não pensou" em romper relações com o Brasil, após o afastamento da presidente Dilma Rousseff da Presidência.
"El Salvador não pensou, nem vai pensar imediatamente em romper as relações com o Brasil, porque sabemos as relações que existem entre El Salvador e Brasil e a cooperação", assegurou Sánchez Cerén em uma coletiva de imprensa.
Há três dias, o presidente salvadorenho disse em ato público que não reconheceria o governo interino de Michel Temer ao considerar que o afastanebti de Dilma era uma "manipulação política".
Nesta ocasião, disse que havia conversado com a embaixadora salvadorenha no Brasil, Diana Marcela Vanegas, a quem foi instruída não participar de nenhum ato oficial.
Nesta terça, Sánchez Cerén declarou que Vanegas chegará a El Salvador para "apresentar um relatório de como está a situação" no Brasil.
"Ela irá nos apresentar um relatório porque queremos dá-la um monitoramento contínuo da situação no Brasil, não significando que essa medida é uma retirada de nossa embaixadora", explicou.
Na segunda-feira, o Brasil encorajou que El Salvador reconsiderasse seu rechaço ao governo interino de Temer, uma vez que recordou os acordos econômicos que a nação da América Central havia se beneficiado.
Nesse sentido, o presidente salvadorenho disse que "respeita" a postura do Brasil e reconheceu o feito de que ambas nações têm relações "de amizade e cooperação".
"Somos dois povos que temos relações históricas e, portanto, estes intercâmbios que estão ocorrendo não tem nenhum propósito de romper as relações com o Brasil", insistiu.

Google provocou redução na receita, diz executiva da Oracle

Oracle
Clientes mais antigos reduziram dramaticamente o pagamento de licenciamento por uso de produtos da Oracle após o Google roubar seu software para entrar no mercado de smartphones, disse a copresidente-executiva Safra Catz a jurados nesta terça-feira.
Em julgamento no tribunal federal de San Francisco, a Oracle alegou que o sistema operacional para smartphones Android violou direitos autorais em partes da plataforma de desenvolvimento Java.
O Google, unidade da Alphabet, disse que pode usar o Java sem pagar taxa sob a lei de direitos autorais. A Oracle comprou a Sun em 2010 e processou o Google após as negociações sobre uso do Java terem falhado.
O júri chegou a um impasse em 2012. Se o atual júri decidir contra o Google, isso pode levar a um pedido de 9 bilhões de dólares em indenizações.
No tribunal nesta terça-feira, Catz disse que a decisão do Google de distribuir o Android gratuitamente para fabricantes como a Samsung reduziu a tradicional receita de licenciamento que as fabricantes pagavam pelo Java. "Isso teve um impacto muito negativo", disse Catz.